O lÃder decretou: mÃdia zero neles. José Luiz Tejon Megido E que decisão fatal. Acabou com movimentos, rebeldias e manifestações. Até a bandidagem recuou perante a impossibilidade de ganhar mÃdia. Sem mÃdia, não existo, diz a nova lei filosófica contemporânea, num passo evolutivo sobre o velho “penso, logo existoâ€â€¦ Claro, as facções mais nobres e fidalgas do crime e da corrupção também adoraram a ideia, pois ser estupidamente ‘low profile’ é uma essência e regra de ouro no crime refinado e nas falcatruas sem sangue aparente. Para esses, ao contrário, um programa de bolsa mÃdia estampando suas faces em todos os Faces da legião dos 171 dos colarinhos brancos e azuis será sempre o único e verdadeiro verdugo de suas vocações malévolas. Mas uma experiência na Inglaterra objetivando colocar os hooligans, aquela torcida nazifascista no ostracismo do anonimato, surtiu efeito. Dentre várias providências como punição severa, cadastramento, impossibilidade de irem aos jogos, etc, etc, uma que foi um tiro mortal na cabeça de seus lÃderes foi terem sido condenados ao anonimato. Decretaram mÃdia zero para eles. Nada de televisionar e repetir invasões de campo, arruaças briguentas, ou de qualquer feito considerado espetacular. Afinal, sem mÃdia, a fama não ocorre, os 30 segundos de notoriedade não são obtidos, e a popularidade fica anulada. E sem esse ganho de “ad value†criminal ou arruaçal, o camarada é transportado imediatamente ao nada. E, então, de que adianta oferecer sua cabeça e seu corpo ao prêmio dos cassetetes endiabrados e do lacrimogêneo gaseificado, das balas de borracha e jatos impiedosos d’água? O grande prêmio da manifestação não civilizada está muito mais no “deu no Jornal Nacionalâ€, saiu na Folha e no Estadão, aconteceu na Veja, na Exame, quer dizer…bombou na mÃdia e o povo todo está falando. MÃdia zero é um tema extremamente controverso. DifÃcil separar joios de trigos da questão. Porém a taxa de mortalidade dos crimes, e das propensões estimuladas ao inconsciente do crime, do malefÃcio, devesse ser alvo de um sonoro debate exatamente pelos dirigentes da mÃdia. O quanto contribuÃmos para a propagação de modismos e construÃmos heróis calamitosos, ou o quanto estamos sendo humanistas e democráticos espalhando feitos, fatos e rostos na globalidade, exatamente dessa mediocridade mediática? Se não mÃdia zero, talvez com grande certeza: conteúdo, manchetes, chamadas e “olho†analisados com alta profundidade pelos psicanalistas, psiquiatras, psicólogos e cientistas da educação. MÃdia zero aos medÃocres que esperam notoriedade e bolsa mÃdia aos enrustidos que contam com a impunidade do anonimato. Fonte: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/cabeca-de-lider/2013/06/18/o-lider-decretou-midia-zero-neles/?goback=.gde_3563195_member_250860888 -- NÃO ENVIE CURRÃCULO PARA O PORTAL DAS OPORTUNIDADES, ENVIE PARA O E-MAIL INDICADO NA MENSAGEM